quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Balanço II

















Palmas para..

Whatsapp, dizer “Bom dia”, almofadas, NOW da Net, mantinha no sofá, Lina, filmes de sempre, Lele, The Big Bang Theory, Instagran, Papi, Mami, caderno de desenho, Carol, lápis de cor, aquarela, cinema, Jacira, flores, sofá, Caco, Sara, calça jeans, meia calça colorida, chá, panquequinha, padre Fábio de Melo, Gi, Michael Bublé, Whitney Houston, Antonio Pontes, Ed, ceia, Apple, Oscar Niemeyer, A mala de Hana, professores simpáticos, dicionário, internet 3G, olhinhos puxados, esmalte vermelho, Flávia, short jeans, camisas, talquinho, meias estampadas, pijaminhas, Vivi, bolo de chocolate, salada de fruta, sorvete de yogurt, bebezinhos bochechudos, cabelão, amor, Saminho, risadas, Laura Pausini, navio em alto mar, festas de aniversário, mania de escrever, yoga...

Uma vaia para...

Espera, ansiedade, dor de cabeça, coisa incompleta, hora do almoço, dor de ouvido, reuniões pedagógicas, carro na rua, torneira emperrada, engolir sapo, ateliê de percurso, câmbio tiptronic, coração angustiado, impaciência, falta de liberdade, “é o que temos pra hoje”, duas bolsas, congestionamento de pensamentos, sala abafada, profissionais sem noção, falhas de comunicação, celular na privada, atualizações da Apple, banco quebrado, elevador demorado, Segunda guerra mundial, falta de ar, demora, chuva londrina, falta de tempo, saudade infinita, distancia, segredo, vontade de ver, nariz entupido, futebol, pressa, Shanti shanti, salário que acaba antes do mês...



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Deixa eu ver se consigo responder...

Balanço interno/2012:

O que foi bom?
O que foi ruim?
O que eu quero de novo?
O que eu quero que não aconteça mais?
Dos planos que tinha, quais deram certo?
Dos medos que tinha, quais venci?
Onde melhorei?
Piorei em alguma coisa?
Cresci?
Saí do lugar?
Mais sorri ou mais chorei?
Do que me arrependo?
Do que me orgulho?
Mereço um troféu por alguma coisa?
Mereci algo que foi ruim?
Onde errei?
Acertei em alguma coisa?
Fui teimosa em que?
Fui feliz?
Tive clareza?
Perdi o controle?
Abri portas?
Venci desafios?
Cuidei de mim?
Fui pra cima?
Entreguei os pontos?
Conquistei o que?
Agreguei onde?
Estraguei o que?
Pisei demais na bola?
Mais falei ou mais calei?

... Fim de ano sempre mexe com a gente. É um bom momento para fazer balanços... O problema é que começam a vir questões de monte e algumas respostas não agradam muito não... Outras respostas felizmente nos enchem de orgulho...É um ciclo... Sempre...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Valeu...

Oscar Niemeyer se foi.

Incrivelmente sereno, nos deixa a sua presença em lindas e sinuosas curvas e seu branco insistente.

Audacioso ao projetar Brasília, suave e gracioso na igreja da Pampulha, arrojado no MAC Niterói, intigrante no museu que leva o seu nome em Curitiba, eterno na marquise, oca e auditório do Ibirapuera, concreto no Memorial da América Latina, majestoso e charmoso no Copan e deliciosamente delicado em seus projetos, croquis e desenhos.

Depois de um trajetória intensa de vida e árduo trabalho, parte para uma outra arquitetura e nos deixa orgulhosos de ter tido em nossa pátria tão ilustre cidadão.

A você Niemeyer, minha eterna admiração por tão abençoada mente e mãos. Nossa arquitetura entra para a história graças ao seu talento, ousadia, trabalho e incansável esperança em um mundo melhor.

Tim


Meu amigo cineasta Tim Burton, está sempre dividindo as opiniões com seu gosto pelo sombrio. A mim ele com certeza já ganhou como grande admiradora do seu trabalho. Sua animação Frankeweenie atualmente em cartaz, me fez novamente pensar que ele sabe incrivelmente fazer uma inesperada mistura entre o doce, o delicado e o sombrio e tenebroso. A princípio são misturas pouco prováveis, mas ele de novo conseguiu um belíssimo resultado.

Com uma releitura da história de Frankstein, o desenho inteiro em preto e branco e tratando especialmente da morte e como lidar com ela, a trama consegue ter as crianças atentas e envolvidas do começo ao final. Tim Burtom consegue colocar vida e graça naquelas criaturas esquisitas, pálidas e de olhos arregalados. É um personagem mais estranho que o outro com trejeitos meio neuróticos que encantam de uma maneira surpreendente.

É a segunda vez que me admiro com sua tamanha habilidade de trabalhar a questão da morte com um público infantil. Em Noiva cadáver, divertidos esqueletos dançam cantando: “...Vai, vai chegar sua vez, a morte virá não importa o freguês. Você pode até se esconder e rezar, mas do funeral não irá escapar...” A história tem um lindo desfecho quando a noiva cadáver se liberta virando encantadoras borboletas que voam para a eternidade. A morte é tratada com delicadeza, humor e um toque leve da dor real que ela causa.

Como não lembrar da doçura de Edward Mãos de tesoura? A estranheza ganha ternura naquela linda história. Em A fantástica fábrica de chocolate e Alice no País das Maravilhas existe uma loucura muito sedutora nas personagens interpretadas por Johnny Deep, que por sinal tem sido uma parceria muito feliz.

Todo visual sombrio e estranho das obras de Tim, propõe sempre uma poética especialmente bela e isso me encanta sempre...