Melhor coisa do mundo é se sentir
livre.
Fui confrontada esse fim de
semana por um bichinho de pelúcia. Era uma coruja gorda, macia, peludinha e linda. Olhei pra ela
e senti que era irresistível te-la pra mim. Peguei. Abracei. Decidi levar.
Minha filha de oito anos olhou
bem para aquela cena e falou: Não acredito que você vai querer essa coruja pra
você! E eu disse: Vou sim!
Ela está lá na minha cama. De vez
em quando dou um abraço nela e ela sempre me arranca um sorriso.
Acontece que já passei da idade
de ter bichos de pelúcia. Me lembro que minha cama quando criança, era cheia deles. Há muitos e muitos anos eu não sei o que é
ter um bichinho assim.
A corujinha me fez pensar que é
tão fácil sorrir... Que eu não tenho mais idade para isso eu sei bem e decidi
que não ligo para esse fato. Vou deixar ela lá até passar esse ataque de ser criança.
A vida é recheada com tantos
problemas, tristezas e questões tão complicadas. Porque não brincar um pouco?
Porque não deixar um bichinho de pelúcia te fazer sorrir? Porque não ouvir
quando seu menino ou menina que tem aí dentro gritar bem alto? Porque a gente tem
que ser pesado? Sério? Sisudo? Porque o brincar fica de lado? Porque ser
criança tem que ser sinônimo de ser irresponsável?
Tenho carregado o mundo nas
costas, tenho matado muitos leões, lidado com muitos fantasmas e vivido com
muita luta. Essa semana me dediquei a curtir a menina... Que delicia...
Continuo na luta e levo a minha coruja
comigo agora. O nome dela é Pepe Cabeçuda. Para os íntimos: Pepe.

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