segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Protocolo Fantasma
Outro dia fui assistir Missão Impossível - Protocolo Fantasma. Me deu cinco minutos, coloquei uma roupa e decidi que não perderia essa aventura por nada nem que isso me custasse ir sozinha ao cinema. Passei no Café Havanna, peguei uma guloseima e junto com mais um batalhão entrei na sala de cinema.
Logo no início, cheguei à conclusão de que para aquele filme especificamente eu não precisava de nenhuma companhia, pois a grande estrela era uma antiga paixão: o Tom Cruise. Quando ele surgiu na telona, voltei para os meus nove ou dez anos... O Tom era simplesmente o homem mais lindo do mundo. Eu tinha uma pasta onde colecionava fotos, reportagens e pôsteres dele que eu comprava nas bancas. Na verdade eu tinha duas pastas, uma era de homens bonitos e a outra era exclusiva do Tom. Daria tudo para ter essa relíquia em minhas mãos de novo, mas tenho uma péssima mania de jogar as coisas fora.
Foi com aquele belo rostinho que hoje já encosta nos cinquenta anos e na época uns vinte e poucos, que pela primeira vez na vida fui as lágrimas com um filme. Foi assistindo Top Gun - Ases indomáveis, que descobri o que é se emocionar diante da tela, o que é confundir ficção com realidade. Me surpreendi com as minhas próprias lágrimas ainda tão novinha, quando o charmoso Maverick chora a perda de seu amigo Goose durante um treinamento a bordo de um avião-caça que voava fazendo aquele barulho emocionante. O que dizer então do arrogante Iceman que enchia a gente de raiva, e como não dizer dos suspiros apaixonados quando Maverick se encontrava com a bela instrutora Charlie?!
Pois é... Apenas um filme, e quanta coisa posso lembrar desse tempo!
Em Missão Impossível, me peguei sorrindo emocionada ao ver o mesmo rosto que um dia me fez suspirar como uma menina apaixonada. E hoje já uma mulher adulta, me diverti igualmente como a mais de vinte anos atrás diante de um filme. Costumo dizer que “filmes de meninos” estão dentre os meu favoritos. Essas aventuras barulhentas e cheias de marmelada, eu simplesmente adoro. E se você assistiu Missão Impossível, certamente pode imaginar o quanto eu me diverti sozinha naquela poltrona.
Acho que a muito eu não falava tanto sozinha... “Cuidado!, Ai meu Deus!, Pega ele!, Sai pra lá!, Vai que dá tempo!, Coooorre!", e fora dizer cada susto com explosões, ou mão suada por conta de escaladas em arranha-céus. De verdade, tive que sair de cabeça baixa e sem olhar para os lados porque de fato esqueci que eu não estava sozinha na sala de cinema e que se tratava apenas de um filme e não realidade. Participei e dei pitacos no filme como se estivesse dentro da trama ou como aqueles torcedores detestáveis que ficam o tempo todo gritando o que cada jogador deve fazer. Foi sem querer, extrapolei nas emoções.
Ainda bem que fui sozinha, a companhia do Tom me fez um bem enorme e saí da sala rindo sozinha de mim mesma e de todas as lembranças que esse belíssimo galã de Hollywood me trás.
**Ganhei essa foto de uma querida amiga, que um dia resolveu me casar com o Tom. Não resisti em usá-la como ilustração do meu texto.
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