sábado, 25 de janeiro de 2014

Qual o seu vocabulário?




Já prestou atenção no seu vocabulário do dia-dia? Com certeza você tem uma infinidade de palavras que são próximas a você porque tem a ver com o que você faz, com o que você gosta e com o que você pensa.

A gente se acostuma a transitar por um grupo de palavras e elas nos trazem a segurança de que sabemos bem o terreno onde estamos pisando. Quando a gente esbarra no vocabulário que é familiar ao outro a gente já não se sente tão seguro é assim que a vida vai ganhando um gostinho bom de aventura.

Sempre transitei entre palavras belíssimas que traduzem o fascinante e profundo mundo das artes. Essas palavras sim, me acompanham na alegria e na tristeza, no prazer, no trabalho, nas reflexões e no delicioso exercício de fazer arte. Aprendi a usar, desde menina, uma infinidade de palavras que foram formando meu vocabulário. Posso te falar algumas... Cores, texturas, formas, composição, imagem, luz, sombra, desenho, tons, escultura, fotografia, Van Gogh, paisagem, instalação, poética, Andy Warhol, museu, exposição, gravura, Lygia Clark, linha, pintura, artista... Se você me propor uma conversa dentro desse universo de palavras, eu vou me sentir confortável e segura para conversar.

Acontece que ando me deparando com outros universos. O novo assusta e trás consigo um mundo desconhecido. Resolvi conhecer outros vocabulários sem medo, ou melhor, apesar do medo. Agora, tenho me deparado com palavras que soam insanas para essa minha cabeça que já está formatada em formas e cores. Por pouco não saí por aí gritando desesperada quando chegaram aos meus ouvidos palavras como... Alíquota, gestão, tributado, contábil, orçamentário, movimento financeiro, nota fiscal, cálculo base, IPI, porcentagem, gerência, livro fiscal, leitura X, redução Z, DANFE, contabilidade, percentuais, IDO financeiro, documento fiscal, ITF, guia de recolhimento, ICMS, CFOP...É claro que eu pensei estar lidando com pessoas de outros planetas disfarçadas de terráqueos e que falavam comigo em outra língua.

Não. Eram simplesmente pessoas diferentes de mim e que tinham um vocabulário diferente do meu. Na verdade, mais assustador do que ser de outro planeta é constatar que no mesmo planeta existe o infinito. São tantos mundos dentro de um só... E porque não transitar entre eles? O previsto e o conhecido é confortável, mas bom mesmo é sair do lugar e ver que existe muito mais do que aquilo que a gente sabe ou conhece.

E viva a diferença!

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