terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Underwood
















Acabo de assistir o último episódio da segunda temporada de  House of Cards e me intriguei com meus próprios sentimentos.

Francis Underwood desperta nosso lado escuro quando nos encanta com a sua astúcia maligna. Sim. Encanta por ser extremamente articulado, inteligente, obstinado e impiedoso. Quem dera fossemos tão bons em fazer o bem, quanto ele é incrível em ser mau.

Ao longo de toda a trama política, onde o poder mostra o seu lado mais cruel, é comum que nos surpreendamos em muitos momentos torcendo e sofrendo pelo maldoso. Francis desde o começo conversou comigo, me olhou nos olhos e assim o fez com todos os telespectadores que toparam acompanhar sua saga.

Somos cúmplices da maldade o tempo todo e ele não tem medo algum de olhar para nós e confessar suas mentiras e sarcasmos em diálogos paralelos e secretos que nos colocam a par de seus planos obscuros e suas verdadeiras intenções.
Kevin Spacey foi capaz de nos colocar nessa encruzilhada de bem e mal na brilhante atuação como Francis Underwood. O gostinho venenoso e doce de nos colocar no papel de vilão impiedoso nos cutuca e o lado bom parece até sem graça!
Um drama político que nos confronta com a maldade humana sem limites, seja ela descarada ou pior, disfarçada de requinte e boas intenções. O que acontece em House of Cards me fez não me espantar com absolutamente mais nada no cenário do poder público onde, acredite, tudo é possível.
Extraordinário o poder que tem sobre nós uma produção cinematográfica que traz para a tela as coisas da vida.Por isso minha paixão desenfreada por histórias enquadradas na telinha da tv, seja em filmes ou seriados enchem minha casa de DVDs, Blu Ray, Netflix ou o que quer que seja.

Francis vai voltar, e agora no topo do poder estou sem conseguir imaginar o que mais ele pode e vai fazer. Já estou nervosa...

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