quinta-feira, 2 de junho de 2011
E agora?
É dureza quando bate a dúvida. Quando não sabemos bem o que fazer diante de uma situação a melhor coisa é ter calma e tentar perceber como o coração reage diante das possibilidades. Estou fazendo isso e me parece ser um bom caminho.
Imagino uma possibilidade e tento perceber como me sinto diante de uma hipotética decisão e suas consequências. Se o meu coração se inquieta começo a pensar que pode não ser uma boa ideia, se o meu coração fica em paz posso começar a acreditar que estou no caminho certo. Decidir é complicado porque a palavra decisão vem sempre carregada de um fantasma que se chama "definitivo" e muitas vezes não é o caso. Queremos nos arriscar pouco e ter certeza de que foi acertada a decisão que tomamos, mas isso não é possível.
Sou alguém que gosta de lidar com certezas, sigo com maior sensação de segurança quando estou confiante na minha certeza. Sempre tive certeza das coisas e me fazer mudar de ideia é algo que requer insistência. Talvez um tanto racional demais, organizo as coisas na minha mente e sigo. Quando descobri que as minhas certezas em muitos momentos podiam sofrer interferências externas e quanto a essas interferências externas o meu poder de decisão era zero entendi que as minhas certezas podem sempre ser comprometidas. Existe aborrecimento maior do que você ter certeza de algo e não poder fazer nada a favor daquilo? É de fato algo que a gente tem que aprender a lidar.
Já assistiu o filme “O grande garoto” com o encantador Hugh Grant? Pois é... Ele se diz uma ilha e vive como se só ele existisse sem importar nada nem ninguém, apenas a sua vontade e as suas certezas. Fica aqui a indicação para quem não assistiu essa deliciosa comédia de 2002. Bom, mas voltando ao assunto, as vezes dá vontade de ser assim como ele e fazer valer nossas certezas sem importar mais nada. O resultado disso acho que não seria muito bom, pois muitas vezes nossa certeza está completamente equivocada, mas que dá vontade dá...
O que fazer com a dúvida então?! Talvez tentar transformar nossas decisões em mini-certezas ou em provisórias-certezas? Já não posso responder com certeza, mas acredito que é bom ouvir e confiar na voz do coração, é bom ter fé, é bom ter a melhor das intenções em acertar mas é preciso saber que nossas certezas podem não ser tão certas assim...
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