quinta-feira, 9 de junho de 2011

O ponto


Conheço alguém que vive dando cabeçada por aí. Claro, digo isso considerando apenas o meu ponto de vista. A questão é que eu acredito que essas cabeçadas são sempre na intenção de acertar, mas infelizmente o resultado não é o desejado. Outro dia fiquei sabendo de uma nova cabeçada que para mim já era prevista pra não dizer que eu tinha certeza.

Novamente o sofrimento, o questionamento e o lamento... E eu penso: Não é possível que essa pessoa não aprenda?! Lembrando que quando estamos de fora a nossa avaliação é sempre parcial. Costumo dizer assim para quem vem tentar compartilhar algum sofrimento comigo: Só vai entender o que é isso quem passa por isso... Mesmo que seja a melhor das intenções, só quem está dentro de uma situação é quem tem o poder de experimentar determinada sensação. Isso vale também para coisas boas. Só vai saber qual é a sensação de ver um filho pela primeira vez quando acabou de sair da barriga quem passou por essa experiência.

Pensando nessa pessoa outro dia, me fiz a seguinte pergunta: Quem será que está no melhor caminho... Esse alguém que vai tentando, tentando até uma hora acertar ou eu que não fico tentando, tentando, por querer dar um tiro certeiro? O que você acha?!
Vejo que há aspectos bons e ruins em ambos os caminhos. Tentar, tentar, tentar talvez ofereça uma maior possibilidade de uma hora conseguir de tanto que você tentou. De tanto quebrar a cabeça e sofrer você vai cada vez mais se aprimorando até achar o caminho. É mais dolorido... Talvez ficar abrindo sempre a mesma ferida lhe cause uma baita infecção generalizada. Pensando bem, é um caminho de risco, não?! Aqui, você tem a sensação de que está tentando.

Esperar o momento certo talvez lhe traga segurança. Eu, ao invés de tentar e tentar prefiro ponderar e ponderar. Analiso, penso, avalio e tento visualizar o melhor momento para agir com a máxima garantia que eu puder me dar. Essa garantia na verdade não existe, é tudo um movimento interno, pois posso estar redondamente enganada. O que eu consiga talvez garantir, é que eu coloco lá em baixo o nível de sofrimento. É um caminho menos arriscado e menos ousado também. Aqui por outro lado fica a sensação de que talvez precise de mais coragem, ou que o momento certo pode não chegar. É quase um jogo de estratégia.

Tentar, tentar para quem é pura emoção...
Ponderar, ponderar para quem é pura razão...
Estou falando de que?! De tudo oras... São caminhos que a gente escolhe! Quem está no melhor caminho? Não sei... Talvez o cruzamento dos dois resulte em um ponto de equilíbrio.

Boa sorte para todos!

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