Tec, tec, tec, tec, tec... De cabeça baixa, com um ábaco nas mãos, ele movia pra cima e pra baixo bolinhas ora sozinhas e ora agrupadas. Com o cronômetro, ele tinha o desafio de, em dois minutos, realizar a operação de somar cento e sessenta e cinco mais cento e sessenta e cinco. Fiquei olhando... Meu Deus! Eu era feliz e não sabia! Como sofri e chorei com a matemática na escola! Porque na minha infância bastava armar a continha no papel e organizar os números em unidade, dezena e centena. Melhor assim... Estava presenciando uma aula de Soroban. Fiquei encantada com a habilidade dos meninos de rapidamente mover para cima e para baixo as tais bolinhas enquanto em sua mente infinitos cálculos eram realizados. Pedi para aprender. Me senti infinitamente incapaz de sequer realizar uma simples conta envolvendo dezenas! Os números não cabem nas bolinhas! É preciso um montão de contas para acomoda-los e mais um montão de contas para realizar contas ali naquele pequeno mundo de bolinhas... A esses pequenos olhinhos apertadinhos, devo toda a minha admiração.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Conta com bolinhas
Tec, tec, tec, tec, tec... De cabeça baixa, com um ábaco nas mãos, ele movia pra cima e pra baixo bolinhas ora sozinhas e ora agrupadas. Com o cronômetro, ele tinha o desafio de, em dois minutos, realizar a operação de somar cento e sessenta e cinco mais cento e sessenta e cinco. Fiquei olhando... Meu Deus! Eu era feliz e não sabia! Como sofri e chorei com a matemática na escola! Porque na minha infância bastava armar a continha no papel e organizar os números em unidade, dezena e centena. Melhor assim... Estava presenciando uma aula de Soroban. Fiquei encantada com a habilidade dos meninos de rapidamente mover para cima e para baixo as tais bolinhas enquanto em sua mente infinitos cálculos eram realizados. Pedi para aprender. Me senti infinitamente incapaz de sequer realizar uma simples conta envolvendo dezenas! Os números não cabem nas bolinhas! É preciso um montão de contas para acomoda-los e mais um montão de contas para realizar contas ali naquele pequeno mundo de bolinhas... A esses pequenos olhinhos apertadinhos, devo toda a minha admiração.
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